Existem diversas dúvidas sobre os relatórios de obras e como ficar em dia com as suas entregas. De fato, este tipo de documento é fundamental para uma gestão mais estratégica por garantir que as ações no dia a dia de trabalho cumprem rigorosamente o que foi levantado no planejamento inicial.
Sem contar que conforme as legislações relacionadas, o preenchimento dos relatórios ainda permite identificar inconformidades e negligências que precisam ser corrigidas rapidamente. Ou seja, rotas problemáticas podem ser recalculadas antes que os prejuízos se tornem graves, como no caso de danos ambientais.
Quer saber mais? Vamos mostrar nos tópicos abaixo os 6 principais relatórios de obras e como entregá-los com eficiência. Acompanhe:
1. Relatório Diário de Obra (RDO)
Em um canteiro de obras, torna-se indispensável registrar informações específicas que garantam a segurança e a boa gestão do trabalho de forma técnica. Para isso, os gestores usam os modelos do Relatório Diário de Obra (RDO) como comparativo com o que foi planejado no cronograma e identificam possíveis atrasos.
Funciona também como uma ferramenta de controle de custos que centraliza dados e os direciona aos engenheiros, construtoras, arquitetos, proprietários, fornecedores e outras partes interessadas. Inclusive, por descrever em detalhes todas as atividades, o RDO atua como evidência documental em auditoria e fiscalizações.
Veja abaixo os principais exemplos do que é descrito no RDO:
- condições climáticas da realização do trabalho;
- quantidade e função da mão de obra;
- materiais solicitados e usados;
- máquinas pesadas;
- medidas de segurança adicionais;
- avanços em diferentes setores;
- registro de fotos;
- reuniões;
- intercorrências;
- aplicação das normas e legislações relacionadas.
2. Relatório de Medição
Já o Relatório de Medição controla o avanço físico e financeiro da obra e faz liberações de pagamentos aos envolvidos para que exista a transparência necessária em todos os registros. Com isso, clientes, construtoras, colaboradores e empreiteiros conseguem tomar decisões estratégicas e identificar rapidamente qualquer tipo de desvio indevido.
O seu método de avaliação é determinado por períodos de trabalho no canteiro de obras. Ou seja, registra o número de funcionários presentes, a quantidade de atividades executadas em cada dia, lista dos materiais recebidos no local, avanços físicos e financeiros. Tudo com a intenção de cumprir prazos rigorosamente e reunir documentos valiosos na hora de desenvolver soluções ou aplicar multas por negligências.
3. Relatório de Conformidade e Não Conformidade
São documentos que identificam se os processos da obra, os materiais usados e as aplicações das medidas de segurança estão de acordo com normas, especificações técnicas, regulamentos e legislações relacionadas.
Enquanto o Relatório de Conformidade atesta a alta qualidade e a segurança do trabalho, o de Não Conformidade aponta e analisa os erros e as negligências que podem ocorrer em comparação com o que havia sido planejado inicialmente pelos gestores.
De modo geral, esses dois relatórios se complementam ao oferecer uma visão ampla do desempenho da obra em relação às normas técnicas e regulamentos legais. A partir de um monitoramento contínuo, fica mais simples criar ações corretivas eficientes e que não gerem custos fora do orçamento.
4. Relatórios de Obras Mensais
Os relatórios mensais garantem o total controle de etapas importantes no canteiro de obras. Afinal de contas, registram avanços de ações a cada mês e comunicam de maneira estratégica aos diferentes setores o que precisa ser alterado.
É fundamental para evitar gastos indevidos, reduzir danos ambientais e alinhar informações em auditorias. Cria registros também voltados para a prestação de contas legais dentro de um sistema de comunicação entre os setores responsáveis pelas principais decisões.
5. Relatório de Entrega de Obra
Também chamado de laudo de entrega de obras, este tipo de relatório representa um documento técnico que atesta a conclusão do trabalho dentro das normas exigidas. Ele é essencial para formalizar a aceitação do trabalho pelo cliente e estabelecer as responsabilidades.
Um dos seus principais benefícios está no aumento da segurança jurídica e técnica tanto para a construtora quanto para o cliente. A partir disso, é possível comprovar a aprovação final da entrega da propriedade dentro de todas as exigências dos órgãos fiscalizadores competentes.
Além de marcar oficialmente o encerramento da obra, o relatório registra possíveis inconformidades e pendências que devem ser corrigidas dentro de um prazo previamente acordado. Entre os principais exemplos estão acabamentos imperfeitos, manchas, desnivelamentos e problemas de instalações.
6. Relatório de Impacto Ambiental (RIMA)
O Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) é uma exigência da legislação ambiental que avalia e estabelece os níveis de impacto causados por projetos da construção civil. Trata-se de um documento técnico que pontua como as ações do trabalho afetam a natureza e quais serão as estratégias da construtora para reduzir e solucionar problemas.
Para desenvolver o RIMA de acordo com as características do projeto, se torna necessário considerar riscos de impactos causados por ações poluidoras, mudanças de paisagens, mudanças inadequadas no solo, contaminações na água, ameaças ao habitat natural de animais silvestres, entre outros.
Lei Federal
Vale destacar que o Relatório de Impacto Ambiental é exigência da Lei Federal nº 6.938/1981 e também está presente na Resolução n° 001/1986 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). O que faz com que o documento se torne de ordem pública para que as ações de impacto ambiental sejam mais transparentes e tragam ao conhecimento das comunidades as soluções colocadas em prática.
Não entregar o RIMA gera uma série de penalidades extremamente severas, atrasos na liberação de licenciamentos e prejuízos para os relacionamentos da empresa em seu segmento de atuação. Na construção civil, as questões de impacto ambiental as principais consequências giram em torno de multas, suspensão e até mesmo paralisação da obra.
Exigências ambientais
Além da lista dos potenciais impactos ambientais causados pela obra e das soluções implementadas pela construtora especificadas na entrega do RIMA, existe também a necessidade de cumprir outros trâmites burocráticos relacionados.
Destacam-se aqui o Documento de Origem Florestal (DOF) e o Cadastro Técnico Federal (CTF) do IBAMA. Ambos são essenciais para trabalhar em conformidade ambiental, porém, trazem dinâmicas complexas de realização que exigem ajuda especializada.
Busque uma consultoria ambiental com uma equipe experiente que conheça as particularidades e os desafios enfrentados pelas construtoras. Assim, fica mais simples cumprir as minuciosas regras da legislação ambiental, desenvolver padrões de qualidade e agilizar procedimentos diante dos órgãos fiscalizadores.
Agora você já sabe quais são os principais relatórios de obras e como manter essas entregas em dia dentro das exigências legais e ambientais. O mais importante, neste caso, é usar as informações descritas nos documentos para gerenciar o trabalho de maneira eficiente. Este tipo de medida permite manter a conformidade ambiental dentro de uma dinâmica voltada para a redução de custos e a criação de uma imagem positiva no mercado.
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