Os altos níveis de agressões ao meio ambiente estão entre as principais preocupações das construtoras que desejam se destacar no mercado. Afinal, muitas dinâmicas de trabalho contribuem significativamente para os problemas de poluição ambiental e precisam ser adaptadas com propostas sustentáveis.
Para que isso seja possível, a conformidade ambiental representa o ponto de partida no cumprimento de leis e normas que evitam multas severas, paralisações do canteiro de obras e outras penalidades relacionadas. Separamos no artigo abaixo informações indispensáveis sobre o assunto.
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Veja os números de poluição ambiental nas obras
Medidas relacionadas ao compromisso com a sustentabilidade na construção civil se tornaram urgentes por conta dos alarmantes danos causados. Para que você tenha uma ideia do tamanho do problema, já no ano de 2010, um levantamento feito pelo Ministério das Cidades colocou o setor como o campeão em poluição ambiental no Brasil.
Pouca coisa mudou com o passar do tempo e o mercado exige cada vez mais compromisso das construtoras na redução de danos e do consumo de recursos naturais. Conforme o Conselho Internacional da Construção (CIB), a emissão de gases na atmosfera durante o andamento dos projetos é de 30%.
Já o consumo de energia gira em torno de 40% e 30% de resíduos gerados sem a administração adequada. Dentro deste contexto, soma-se ainda a negligência com as normas e leis ambientais que passam pela falta de emissão da documentação obrigatória que permite aos órgãos fiscalizadores acompanhar a legalidade dos materiais florestais usados.
Imagem negativa no segmento
Dentro deste contexto, torna-se extremamente urgente adotar práticas sustentáveis que façam sentido ao trabalho da construtora e redobrar a atenção com as normas e leis. Os impactos negativos da falta de controle da poluição promovem desde impactos à saúde e bem-estar da população até multas altíssimas, apreensões e outras sanções capazes de paralisar o canteiro de obras.
Se trata, no fim das contas, de um verdadeiro efeito dominó de problemas que passam por todas as áreas. A ausência entre os nomes que estão realmente engajados em reduzir impactos negativos é um dos principais pontos de desconfiança na visão dos consumidores, parceiros e do mercado de modo geral.
Sem contar que, além dos prejuízos de reputação, da perda de dinheiro por autuações, dos processos e até mesmo de crimes ambientais, a licença de funcionamento pode ser considerada inválida. O que eleva os níveis de dificuldades para um outro patamar ainda mais preocupante.
Problemas operacionais
Na prática, quando se fala em impactos operacionais pela falta de gestão ambiental, o primeiro pensamento envolve atrasos nas entregas. Mas não se engane! Os danos tendem a ser profundos em diferentes frentes com aumento no custo de produção. Isso acontece por conta do uso ineficiente de matéria-prima e do retrabalho administrativo.
Acusações de descaso ambiental afastam, inclusive, parceiros estratégicos. Muitos fornecedores, por exemplo, adotam as práticas ESG como guia das decisões de trabalho e priorizam contratos com construtoras que tenham os mesmos valores. O que fortalece o seu compromisso sustentável e ainda mostra a coerência da proposta.
Um ponto que vale ser citado e ilustra bem o caso é a decisão da União Europeia de barrar importações de produtos ligados ao desmatamento. Com isso, empresas que não atuam com a documentação adequada de produtos ambientais e deixam de lado a gestão minuciosa, perdem significativamente em competitividade.
Entenda as principais causas poluentes
Agora que a gravidade da poluição ambiental foi abordada, é indispensável falarmos também sobre as principais ações prejudiciais realizadas na construção civil. Diante do alto índice de desconhecimento das leis ambientais, as construtoras podem nem saber do impacto negativo que geram e do risco relacionado.
Poluição do ar
No topo da lista de danos ao meio ambiente causados no canteiro de obras está a poluição do ar. Afinal de contas, a poeira que sobe a partir da movimentação de terras, de escombros e dos maquinários impactam significativamente a qualidade do ar. O que, consequentemente, agrava os números de doenças respiratórias e cardíacas.
Já em relação ao meio ambiente especificamente, a poluição do ar reduz a qualidade do ar atmosférico, prejudica a fauna e a flora da região em que a obra acontece e contribui para as mudanças climáticas consideradas drásticas. Sem contar a alta emissão de gases de efeito estufa nas produções de materiais que liberam dióxido de carbono (CO2).
Poluição sonora
O problema da poluição sonora impacta o meio ambiente pelo constante uso de máquinas pesadas, demolições e ferramentas elétricas. O ruído incessante durante a realização dos trabalhos é suficiente para alterar os padrões naturais de comportamento dos animais e o conforto de seus habitats.
E esse tipo de estresse prejudica também as comunidades vizinhas, a saúde auditiva dos trabalhadores do canteiro de obras e gera fadiga. Os casos de exposição prolongada à poluição sonora se tornam ainda mais graves com potenciais de distúrbios do sono e problemas de saúde mental.
Poluição da água
A poluição da água é uma infração de extrema gravidade diante da fiscalização ambiental. De maneira geral, ela acontece pelo escoamento de produtos químicos, de sedimentos e resíduos não gerenciados pela construção civil. Este tipo de escoamento promove a rápida contaminação de lagos, rios e aquíferos.
O resultado, neste caso, envolve uma série de danos aos ecossistemas aquáticos e a qualidade da vida marinha. Diante do descaso com o descarte de óleos, solventes e tintas tóxicas, a água potável pode ser comprometida em diferentes níveis e o excesso de sedimentação obstrui os caminhos de navegação.
Poluição do solo
Poluir o solo por meio de atividades da construção civil e causar danos à saúde das pessoas, morte de animais ou destruição da flora é considerado crime ambiental. As especificações relacionadas estão no Art. 54 da Lei de Crimes Ambientais e devem servir como base dos estudos de riscos antes de iniciar uma obra.
Este tipo de poluição acontece quando os resíduos são descartados de maneira inadequada. Assim, além de entulhos e insumos, existe o derramamento de substâncias químicas capazes de contaminar o solo. O que reduz a sua fertilidade e faz com que fique impossibilitado de receber atividades de agricultura.
Outro ponto que merece atenção está na possibilidade das toxinas serem absorvidas pelas plantas e trazer riscos tanto aos animais quanto aos humanos. De acordo com o nível de poluição do solo, áreas naturais tendem a ser degradadas e impactar a biodiversidade e os serviços dos ecossistemas relacionados.
Desmatamento
Em alguns tipos de construção pode ocorrer índices de desmatamento. Afinal, em um planejamento que não realiza estudos de riscos e funciona sem o licenciamento adequado, a vegetação local se torna vulnerável. Especialmente em áreas rurais em que as informações relacionadas tendem a ser registradas de forma menos rigorosa.
A construtora, neste caso, acaba trabalhando em um terreno que foi originado de um desmatamento ilegal sem ter conhecimento. Assim, se torna uma das responsáveis indiretas pelo impacto ambiental negativo, como a liberação de gases de efeito estufa e a perda da capacidade da atmosfera de absorver CO2.
Pesquise as multas ambientais relacionadas
As multas aplicadas nos casos de poluição ambiental variam entre simples e diárias. Os valores começam em R$50 e podem chegar até R$50 milhões conforme a gravidade do ato cometido. De acordo com as definições da Lei de Crimes Ambientais e do Decreto nº 6.514/2008, existem outras penalidades relacionadas.
Entre as principais estão advertências, atividades paralisadas, embargo de obras e uma série de restrições de direitos. A categoria em que a infração será incluída depende do seu nível de gravidade, do dano causado à fauna, à flora, à saúde dos seres humanos e à possibilidade de solucioná-la em curto prazo.
A morte de animais em conjunto com a destruição da biodiversidade também interfere nos enquadramentos das infrações. O que acarreta em algumas situações a destruição ou a inutilização dos produtos, restrições de direitos de vendas e a perda de benefícios fiscais dentro da natureza de atuação da empresa.
Falta de licenciamento
Receber o devido licenciamento ambiental antes de iniciar o projeto de construção civil é uma obrigatoriedade exigida pelos órgãos fiscalizadores. No entanto, o documento também faz muita diferença na gestão de impactos nocivos porque indica todos os mecanismos necessários para trabalhar de forma responsável.
A falta do licenciamento também gera multas sérias e outras sanções que contribuem para a interrupção das atividades. Tudo isso com a obrigação de reparar os danos ambientais causados. Em casos graves, os gestores podem ser responsabilizados por crime ambiental e perdem a chance de pedir futuras licenças.
Busque medidas solucionadoras
Saiba que para cada uma das ações poluidoras ao meio ambiente existem medidas solucionadoras que podem ser colocadas em prática na construção civil. Elas criam padrões em todas as etapas do trabalho e ajudam na conscientização do time na busca por um desenvolvimento mais equilibrado.
Estudos ambientais
As técnicas devem ser estrategicamente pensadas contra a poluição ambiental com o objetivo de manter a conformidade diante da legislação envolvida. O que torna os estudos ambientais importantes aliados na identificação prévia de possíveis problemas, evita penalidades e sanções, personaliza o trabalho da gestão e reduz custos.
Na prática, se trata de uma análise técnica bastante detalhada que avalia as chances de alteração no solo, na qualidade da água, da biodiversidade e até mesmo do clima da região com o andamento da obra. E, com base nos dados coletados, a construtora deve garantir a sustentabilidade com ações eficientes.
Gerenciamento de resíduos
Uma das medidas mais simples de implementar contra o aumento da poluição ambiental é gerenciar os resíduos da obra. A partir de técnicas de reciclagem e reutilização dos materiais de construção, fica mais simples reduzir a alta quantidade de resíduos que seguem aos aterros sanitários.
É válido criar espaços exclusivos para a organização dos resíduos e orientar corretamente os colaboradores. A separação consciente de concreto, metal e vidro, por exemplo, permite o reaproveitamento em novos projetos. O que faz muita diferença na economia circular e nas extrações de recursos naturais.
Materiais sustentáveis
A etapa de compra de materiais de construção e insumos também representa um papel determinante na redução da poluição ambiental. De fato, as escolhas do gestor ditam as políticas do trabalho em relação à preocupação com os danos causados ao meio ambiente e uma das melhores opções está na madeira certificada e legal.
Trata-se de uma madeira que atende às exigências dos órgãos fiscalizadores nos mínimos detalhes e representa um recurso renovável capaz de armazenar carbono enquanto gera menos entulho. A quantidade de emissão de gases em comparação com materiais convencionais também costuma ser bastante significativa.
O processo de extração deste tipo de madeira acontece de maneira respeitosa aos princípios ambientais, sociais e econômicos. As espécies direcionadas para comercialização são plantadas em áreas já preparadas contra situações de desmatamento e livres de qualquer ameaça de extinção.
Sem contar que os produtos retirados de florestas bem manejadas apresentam preço justo e altíssima qualidade. Permitem, inclusive, que as construtoras identifiquem facilmente sua origem e acompanhem o trajeto realizado desde o momento de sua extração até o uso adequado no canteiro de obras.
Mantenha a conformidade ambiental
E para que a dinâmica de trabalho seja reprogramada com consciência em relação aos problemas da poluição, o foco deve ser manter a conformidade ambiental. Você sabe o que isso significa? Este processo envolve o cumprimento de leis, regulamentos e padrões para minimizar impactos negativos ao meio ambiente.
O que inclui os licenciamentos, a emissão de documentações obrigatórias, como o Documento de Origem Florestal (DOF) que é exigido no transporte e armazenamento de madeira legal e certificada, a administração de todos os processos do CTF IBAMA e a entrega de relatórios anuais estabelecidos por lei.
Como são questões extremamente complexas capazes de gerar multas e penalidades severas busque ajuda de uma consultoria ambiental experiente no assunto. O time que conhece estrategicamente as falhas que comprometem as construtoras será cirúrgico em eliminar riscos, otimizar as burocracias e agregar valor aos serviços.
A preocupação com a redução dos níveis de poluição ambiental na construção civil é realmente uma pauta urgente para se destacar no mercado e evitar problemas burocráticos. E, para lidar com tamanha exigência, o melhor caminho está em contar com ajuda especializada capaz de personalizar os trabalhos de conformidade ambiental e garantir as melhores decisões em sua operação.
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